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Endocardite e Odontologia

Postado por: Dra Ana Paula

A Endocardite é uma inflamação das estruturas internas do coração, em especial as válvulas cardíacas. Causada por microrganismos que já estão presentes no corpo e que acabam se espalhando através do sistema sanguíneo, infelizmente a doença apresenta alta taxa de mortalidade e pode, sim, estar ligada à sua saúde bucal.

A nossa saúde sistêmica convive em perfeita harmonia com infinitos microrganismos, como vírus e bactérias, e isso não é diferente quando se trata da nossa boca. Porém, existem alguns fatores que quando combinados elevam exponencialmente o risco de desenvolvimento da Endocardite. São eles: fatores precipitantes e pacientes com predisposição.

  • Fatores precipitantes

Dentre esses fatores precipitantes, as cáries e algumas doenças periodontais, como a gengivite e a periodontite, todas causadas justamente pelo acúmulo de microrganismos, estão entre as principais desencadeadoras da Endocardite. Além disso, também é importante citar as pessoas que usam próteses totais removíveis, as dentaduras, já que podem facilmente acumular restos de alimentos, sendo fontes de fungos, quando não é realizada a correta higiene após as refeições.

A Endocardite acontece quando essas bactérias entram na corrente sanguínea e atingem o coração. Portanto, fica claro que qualquer procedimento odontológico em áreas infectadas pode levar riscos ao paciente com essa predisposição.

  • Pacientes com Predisposição

Apesar dos fatores precipitantes, a Endocardite ocorre, via de regra, em pacientes que já apresentam predisposição, como: portadores de doença cardíaca congênita, reumática ou próteses valvulares cardíacas. Por isso, para estes casos, quando na ocasião de se submeterem a quaisquer procedimentos odontológicos, intervenções cirúrgicas, hemodiálise, cateteres venosos, entre outros, é altamente recomendada a profilaxia antibiótica como forma de evitar a doença.

Prevenção

A prevenção da Endocardite passa primeiro por aquela boa e velha recomendação válida para todos nós: manter uma boa higiene oral, com o uso de escovas e fios dentais após as refeições, além das visitas periódicas ao dentista. Além disso, é fundamental que os pacientes com predisposição informem ao dentista a respeito da sua condição para que o profissional possa conduzir o tratamento com as medidas profiláticas necessárias.

 

 

 

 

 

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